MEORMTB ENGENHARIA ECONÔMICA

Momento Econômico Ótimo de Reforma

O ano certo de reformar cada área de cana é o ano em que ela vale mais.

Não é o ano do costume, nem o do número de cortes. É o ano em que a lavoura que está no chão deixa de pagar a espera pela lavoura nova. O MEOR calcula esse ano área por área, e diz quanto custa errar.

MEOR reformar já adiar mais
O valor da área em cada ano possível de reforma. Antes do pico, reforma-se cedo e joga-se fora cana que a soqueira ainda daria. Depois dele, carrega-se uma lavoura que já não paga o trato.

O método

A régua que decide é o valor

Para cada área, o cálculo compara duas coisas: o que a lavoura atual ainda vai entregar se ficar mais um ano, e o que a sucessão de lavouras novas entregaria se entrasse no lugar dela. Entram a produtividade de cada safra, a queda do ambiente de produção, os custos dos processos agrícolas, a colheita, o transporte e a taxa mínima de atratividade da própria usina.

Daí saem três respostas por área: o ano ótimo de reforma (o MEOR), a régua (o PEP, a produtividade do ano seguinte abaixo da qual manter a lavoura deixa de compensar) e a perda de errar o ano, em reais por hectare.

Idade e número de cortes entram na conta, mas nenhum dos dois é o critério. Duas áreas de 5º corte em ambientes diferentes têm anos ótimos diferentes.

Demonstração · Usina MTB

Três áreas, três respostas

Duas se reformam já; uma espera até 2028. Nenhuma das três decisões segue a regra da idade.

A Usina MTB não existe. É uma usina de demonstração: a economia de cada hectare vem de casos reais analisados, com nomes trocados e áreas alteradas, e nenhum número identifica usina, fazenda ou área. Os custos são custos de referência da MTB, médias de carteiras analisadas. A conta é a de verdade: cada número saiu do MTB-FAUSTMANN, o mesmo motor dos relatórios de cliente.

áreaambientehectarescorte em 2026TCH 2026PEP, a réguadecisãoperda por errar o ano, R$/ha·anovalor presente em jogo, R$
N-06CAC125,507º53,3260,86MEOR 2026 · reformar já548,2337.596
S-05CAC148,137º84,4361,25MEOR 2028 · esperar640,1282.855
N-07CAC256,054º59,3060,83MEOR 2026 · reformar já349,5052.681

Lê-se assim. Se a produtividade projetada do ano seguinte fica abaixo do PEP, reforma-se já; se fica acima, espera-se, e o MEOR diz até quando. A perda por errar o ano é o que se perde por hectare e por ano reformando um ano depois (quando o MEOR é já) ou um ano antes (quando é futuro). O valor presente em jogo leva essa perda à área inteira.

N-06 · A óbvia que a conta confirma

CAC1 · 25,50 ha · 7º corte · TCH 2026 53,32 t/ha
N-06: produtividade de 2021 a 2026 caindo para 53 t/ha, abaixo do PEP de 60,86; o valor por ano de reforma é máximo em 2026.

Reformar já.

No ano seguinte, a lavoura atual daria 46,70 t/ha, 14,16 t/ha abaixo da régua. Mantê-la mais um ano custaria 548,23 R$/ha·ano.

PEP
60,86 t/ha
margem sobre o 2º melhor ano
12,3 %
valor presente em jogo
R$ 37.596

A lavoura velha e fraca se reforma: o olho e a conta concordam.

S-05 · A que parece velha, e a conta manda esperar

CAC1 · 48,13 ha · 7º corte · TCH 2026 84,43 t/ha
S-05: produtividade entre 84 e 91 t/ha nas últimas safras, acima do PEP de 61,25; o valor por ano de reforma é máximo em 2028.

Esperar até 2028.

A lavoura atual ainda paga a espera: produz entre 84 e 91 t/ha há quatro safras. Reformar já custaria 640,12 R$/ha·ano.

PEP
61,25 t/ha
margem sobre o 2º melhor ano
1,9 %
valor presente em jogo
R$ 82.855

Sétimo corte não é sentença. Reformar agora destrói valor.

N-07 · A que parece nova, e a conta manda reformar

CAC2 · 56,05 ha · 4º corte · TCH 2026 59,30 t/ha
N-07: produtividade caiu de 113 para 59 t/ha em três safras, abaixo do PEP de 60,83; o valor por ano de reforma é máximo em 2026.

Reformar já.

A lavoura caiu de 113 para 59 t/ha em três safras. No ano seguinte daria 51,93 t/ha, 8,90 abaixo da régua. Esperar custaria 349,50 R$/ha·ano.

PEP
60,83 t/ha
margem sobre o 2º melhor ano
7,5 %
valor presente em jogo
R$ 52.681

Quarto corte não é garantia. Esperar destrói valor.

Em cada figura, à esquerda: a produtividade safra a safra (a barra escura é 2026), a projeção da lavoura atual e o PEP em tracejado vermelho. À direita: o valor da área em cada ano possível de reforma, em R$/ha·ano; a barra verde é o MEOR e o tracejado é o valor de reformar já. TMAR de 25 % ao ano, real; valores em R$ de 2026.

A taxa informa, não decide

A maior taxa de retorno das três é a da área que espera (S-05, 121,9 %). Ela é alta porque o capital da lavoura atual já foi gasto. Adiar a reforma sobe a taxa e destrói valor.

O custo por tonelada também não

O custo agrícola e logístico por tonelada fica entre 162 e 169 R$/t nas três áreas. É critério de custo, não de valor: escolher pelo menor pode eleger a alternativa errada.

Junto de cada área

No relatório de cliente, cada área vem com o fluxo de caixa detalhado, o balanço de caixa e o custo de produção decomposto por processo.

Plano Estratégico Quinquenal · emitido pelo MTB-GLOBAL

Da área à carteira: o PEQ

Com dinheiro limitado, nem toda área vai ao seu melhor ano. O problema real é quem espera, e por quanto tempo. O PEQ escolhe o ano de reforma de cada área de modo que a perda da carteira inteira seja a menor possível dentro do orçamento.

680áreas de lavoura em duas unidades
33.440hectares analisados
R$ 61,0 mipor ano: o gasto corrente com renovação, tomado como teto
11,38 mi tde cana para moagem de 2027 a 2031
O valor do próximo real de orçamento Quanto cada R$ 1,00 a mais evita de perda, em cada ano 0,000,050,100,150,200,250,2420260,1720270,1220280,0920290,0520300,032031 O dinheiro de 2026 vale mais de nove vezes o de 2031. É o preço que o próprio cálculo devolve.
O que muda se o orçamento mudar Perda do plano, em R$ milhões, para cada teto anual; sete otimizações completas 0102030405061708090100teto anual de orçamento, R$ milhões29,08,2 · gasto atual0,2 Cortar custa mais do que acrescentar rende: de 61 para 50 milhões a perda sobe 9,3; de 61 para 70, cai 4,9.
O plano devolve a linguagem da diretoria

A cana que chega à moagem, o caixa ano a ano e o custo por tonelada, e não apenas uma lista de áreas com uma data ao lado.

E se repete todo ano

A mesma máquina roda de novo a cada janeiro, sobre a safra realizada. Não é um estudo: é um procedimento.

Como começar

O que é preciso para fazer isto na sua usina

São poucas coisas, e nenhuma delas é um sistema novo.

Para cada área

O ambiente de produção, a área, o corte em que está e a produtividade de cada safra desde a última reforma. No nível em que a usina decide a reforma.

Para a usina

Os custos dos processos agrícolas, a tabela de colheita, o transporte e a taxa mínima de atratividade. Sem os custos da usina, usamos os de referência, e o relatório diz isso com todas as letras.

O que volta, área por área

O ano ótimo de reforma, a régua, a perda de errar o ano, o fluxo de caixa detalhado e o balanço de caixa.

O que volta, para a carteira

O Plano Estratégico Quinquenal: a cana para moagem, o caixa e o custo por tonelada, dentro do orçamento.

O diagnóstico da primeira área é sem custo.

Marcos Tulio Bullio

MTB Engenharia Econômica · Campinas-SP · www.mtb.com.br

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